oi maravilhooooosa,
como você está se sentindo hoje?
por aqui, ando monotemática… meu movimento tem sido de desconstrução e abertura de novos capítulos no meu servir.
antes de te contar tudo, deixa eu te situar.
se você nunca recebeu uma newsletter minha, antes dessa, é porque o seu email foi incluído mais recentemente na minha lista por ter se inscrito em alguns dos meus eventos gratuitos. a minha intenção de te trazer pra esse espaço é que você receba os editoriais gratuitos que fazem parte da minha newsletter. fica comigo até o final porque tenho certeza que aqui tem um chamado para você.
se você já me acompanhava pela newsletter, só segue o baile comigo! novidades muito goxtosas te esperam!
vou começar esse editorial sem muito suspense … a newsletter Escrevendo com o Cosmos oficialmente acabou, junto com mais da metade dos meus projetos que decidi que encerram por aqui.
hoje, mais do que te contar sobre o que está nascendo desse espaço vazio que se abre no meu servir, quero falar desse assunto que para muitas de nós pode ser bem desafiador: o medo de admitir que mudamos e que dentro dessa mudança, projetos que amamos vão ter que partir.
“se autorize a não querer mais, aquilo que combinou consigo mesma.”
há 4 anos, foi isso que escrevi em um post do instagram, alguns dias depois de ter a minha primeira crise de pânico da vida, enquanto fazia uma viagem em Nova York.
aquela crise, que veio acompanhada de muitas outras depois, me fez rever todos os porquês que estavam movendo tudo o que vinha realizando, principalmente no meu trabalho.
verdade seja dita, eu tinha feito muitos combinados comigo mesma que já não era mais capaz de sustentar. havia me comprometido com muitas frentes de projetos de trabalho e da vida pessoal que, eram como sonhos se realizando na minha cabeça, mas na prática terminaram em pesadelos.
e olha que todos os projetos eram incríveis! talvez esse tenha sido o motivo pelo qual foi tão difícil desapegar nessa época.
desde então aprendi a desfazer combinados comigo mesma, apenas pelo simples fato de que a vida muda e de que somos seres limitados em recursos (tempo, energia, …)
os valores mudam, as vontades mudam… e adivinha… a quantidade de colágeno no meu rosto diminuiu tanto quanto a massa magra que preciso batalhar mais pra construir aos 41, em relação aos meus 30 aninhos.
2022 foi o ano em que eu vivi um descompasso entre minhas visões e o que eu realizava.
quando isso acontece é preciso muita maturidade pra reconhecer que o comprometimento virou rigidez e recomeçar, trazendo mais fluxo pro processo.
fluxo é feito de coisas que chegam e que vão. é ganho e é perda também.
assim como um rio… as águas entram no leito, correm um percurso e desembocam livres no mar. no meio do caminho as águas contornam pedras, sem travar ao encontrar os obstáculos.
muito guiada pela medicina do fluxo, depois desse auê na minha vida, vi que teria que fazer escolhas sábias, ser mais estratégica, perder alguns projetos que eu amava, e remodelar o meu negócio.
eu escolhi contornar as pedras, e foi assim que vivi algo que não imaginava ser possível naquela época… comecei a trabalhar menos e a faturar mais. comecei a ter mais tempo pra mim e pras pessoas que eu amo.
foi uma jornada especial, mas eu não imaginava o que viria pela frente…
corta para a maternidade

um pouco depois da fase das crises de pânico, eu engravidei. em 2023 nasceu o Joaquim, um bebê sorridente e que dormia pouco rs. tive a benção de viver com ele por 5 meses e 5 dias de uma maternidade leve, deliciosa, até o Joca fazer a passagem desse plano de forma repentina.
meu mundo se desfez em milhares de pedaços. eu morri junto com ele e precisei renascer. fui recolhendo o que foi possível e me refazendo de um jeito totalmente diferente depois desse luto.
engravidei outra vez e a Maria nasceu em janeiro de 2026, fruto de muito esforço para ver a vida colorida novamente. um movimento interno do qual me orgulho muito de ter conseguido, visto o buraco que pra sempre vou carregar no meu peito.
(ps- a faceta que mais gosto em mim é aquela cronicamente otimista. e foi essa que me ajudou a voltar ter fé na vida para seguir.)
o que isso tudo tem a ver com a tal desconstrução atual nos meus projetos? Você deve estar se perguntando.
bem, estou falando sobre os meus filhos porque a maternidade me transformou em níveis que eu nem sou capaz ainda de colocar em palavras. logo eu, que nem sonhava ter filhos.
de longe, o nascimento dos dois, foram os acontecimentos mais marcantes na minha vida.
ser portal de vida mudou a forma como eu vejo a própria vida, as minhas relações e o propósito por trás dos meus projetos. a maternidade e o luto também me fizeram acessar camadas mais profundas sobre os espaços que desejo ocupar como mulher e empreendedora.
o que eu quero dizer é que muito em mim mudou desde o nascimento do Joaquim até aqui.
acontece que e desde que vivi tudo isso pouco mexi na estrutura do meu servir, e nesse meio tempo eu sabia que mudanças precisavam acontecer antes que mais uma vez eu entrasse naquele velho descompasso entre visão e realização.
sabe qual é a minha sensação agora?
que a Milena antes de engravidar do Joaquim existe em mim como uma memória distante, como se ela fizesse parte de outra vida.
você já sentiu isso sobre uma fase da sua vida?
antes de travar, remodelar
desde 2023 eu segui tocando os projetos da “Milena do Velho Testamento” — a Milena antes de ser mãe —, comunicando os valores daquela época e até mesmo seus desejos.
fiz isso não por obrigação, mas porque, confesso, até pouco tempo não tive energia para uma reestruturação de negócio. a minha prioridade foi me dedicar a permanecer de pé durante esse tempo pós-luto.
se você me conhece, sabe que os meus projetos nascem das minhas experiências de vida. por isso, seria inevitável que tantas mudanças internas fossem, em algum momento, traduzidas em uma nova fase no meu trabalho.
era só uma questão de tempo para isso acontecer. e, se não fosse agora, as coisas começariam a travar ou colapsar, como já aconteceu antes.
foi então que precisei encarar uma diferença muito sutil, mas altamente decisiva, entre o que seria a partir de agora insistir ou persistir nos meus projetos.
insistir é permanecer leal à forma.
persistir é permanecer leal à visão.
por muito tempo, confundimos persistência com a capacidade de continuar fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito, custe o que custar.
hoje eu sei que isso não tem nada de persistência. isso é apenas apego.
apego ao projeto como ele nasceu.
ao tempo que investimos.
à identidade que construímos ao redor dele.
à promessa que fizemos para uma versão de nós mesmas que já não existe mais.
persistir é diferente.
persistir é não abandonar aquilo que verdadeiramente importa, ao mesmo tempo em que nos autorizamos a mudar a maneira de colocá-lo no mundo.
é continuar servindo à visão, mesmo quando ela pede outro nome, outra estrutura, outro ritmo, ou, outro corpo para existir.
e foi aí que entendi: fechar as portas da Escrevendo com o Cosmos e tantos outros projetos não significava desistir do meu servir.
significava deixar de insistir em estruturas antigas para persistir em uma visão que amadureceu comigo.
e no fim das contas eu também percebi que estava muito em paz com as minhas “eus do passado” para simplesmente encerrar o que elas criaram com tanto amor.
alguns projetos precisam morrer para adubar o que vem depois
nem todo projeto termina porque deu errado.
alguns projetos simplesmente cumprem o seu papel por inteiro. entregam o que vieram entregar, transformam quem precisava ser transformada e, então, precisam dar espaço para outra coisa nascer.
assim como as folhas caem da árvore e nutrem a própria terra, os projetos que se encerram não desaparecem de verdade.
eles viram repertório.
experiência.
sabedoria.
raízes.
terra fértil para as próximas visões.
nada se perde. tudo se transforma e encontra um novo lugar no inevitável fluxo da vida.
a Escrevendo com o Cosmos, a Formação em Cosmoanálise Maia, a Mentoria Kinan, o Alquimize suas Ideias, a Cosmoterapia Maia e tantos outros projetos não estão sendo apagados da minha história.
eles estão sendo incorporados a ela.
cada um deles seguirá vivo na mulher que me tornei e em tudo o que ainda criarei daqui para frente.
eles só não precisam continuar existindo da mesma forma para continuarem fazendo parte do meu servir.
lembra da medicina do fluxo?
é ela que está agindo por aqui mais uma vez. permitindo que algumas águas encontrem o mar para que um novo fluxo possa começar.
e é desse solo, adubado por tudo o que vivi, criei, perdi e transformei, que nasce a Visionária.
Visionária, a newsletter feita para criativas,sonhadoras,empreendedoras e brujas
não é de hoje que eu falo sobre as “visões”. aquelas que, mulheres criativas, sonhadoras, intuitivas recebem como verdadeiros downloads para serem transformados em projetos que impactam o mundo de um jeito único, autoral.
no mundo do empreendedorismo feminino e até no digital, muito se fala sobre os projetos em si, as estratégias de vendas, os funis, as maneiras de viralizar… mas pouco se fala sobre quem está a frente de todo um movimento que impacta vidas e abre caminhos: a mulher criativa.
por isso, a Visionária é uma newsletter para nutrir visões e encorajar mulheres criativas a ocuparem seu lugar no mundo, sem pedir licença.
falaremos de negócios com magia e estratégia. teremos também outros assuntos orbitando esse tema central, que vão tornar seu espaço interno mais fértil: beleza, tendências, previsões energéticas e mais!
a partir do dia 12 de agosto você recebe um editorial mensal para se deliciar, sempre na Lua Nova.
bem vinda a NOSSA nova era aqui no substack!
espero ter você comigo para escrever cada linha desse novo capítulo.
te vejo no futuro, com mais visões.









Amei ver seu texto com tamanha profundidade, com transparência e com fidelidade a mulher que foi e que é, unidas pelas escolhas e decisões.
Trouxe muita coragem e exemplos, que nos aproxima de nós mesmas e nossos medos.
Quero deixar aqui minha gratidão, pois quando decide seguir, mostrando seu posicionamento e coragem, fortalece as mulheres do mundo todo! ( o milionésimo círculo). Toda minha admiração! Bjos! ❤️✨
Amei ler o seu texto, muitas reflexões por aqui! Obrigada!!